É uma aventura pegar um onibus em Porto Alegre

Embarco num ônibus da linha Assunção por volta das três horas da tarde de segunda feira (26/9), para fazer o trajeto Câmara/Mercado Público de Porto Alegre. Caminho curto de cinco paradas ou nem isso. Noto uma delicadeza incomum do cobrador/trocador com os passageiros, avisando que mais adiante tinha a curva do gasômetro e que tomassem cuidado.

Ao chegar no terminal da Uruguai o motorista teve todo o cuidado para estacionar, transportava o carro com mãos de pelica, manobrava o volante na ponta dos dedos e não abriu a porta sem que o ônibus estivesse devidamente estacionado. Uma mulher chegou a reclamar que perderia o outro transporte se o motorista não liberasse a saida.

Fiquei imaginando se esta era uma norma da empresa, talvez negociada num acordo de greve, ou se de uma hora para a o mosquito das boas maneiras tivesse picado a tripulação.

Ao descer, descobri o motivo de tanto cuidado e delicadeza. Dois azuizinhos* estavam dentro do coletivo e pareciam desconfortáveis com aquela repentina tomada de consciência com a etiqueta social, porque também precisavam descer e o gentil condutor não abria a porta porque o ônibus da frente não lhe deu meio metro de espaço para que o ônibus fosse devidamente acomodado na plataforma.

Fiquei imaginando como a cidade será diferente se todos fizessem assim e até chequei a pensar que havia realizado um sonho de embarcar num transporte público de qualidade.

Meia hora depois retorno para a Câmara, vou ao mesmo terminal e embarco desta vez num coletivo da linha Pereira Passos.

O motorista se mostrava ansioso porque os passageiros demoravam para embarcar, já que a roleta não suportava a demanda. Pedia para darem lugar na porta e fechou-a sem que a última bunda tivesse deixado totalmente a plataforma, espremendo as nádegas do último camarada a embarcar.

Ao dobrar a esquina da Uruguai para ingressar na Mauá, vi que o meu sonho de transporte público de qualidade não durou meia hora.

Os passageiros em pé caíram sobre os sentados e um senhor de idade chegou a perder o boné. Foi um strike.

Uma senhora pediu calma e recebeu como resposta do motorista um: “estamos atrasados”. Ninguém mais se manifestou. Seguiram-se freadas e arrancadas espetaculares no caminho de quatro paradas até o Parlamento. Uma mãe segurava firme uma criança de três ou quatro meses para que ela não batesse a cabeça no banco da frente. A barulheira da carroceria era ensurdecedora e ao menos as janelas abertas compensavam a falta de ar condicionado no coletivo. Corri o olho a procura de um azulzinho, mas só vi um gremista, com fardamento tricolor se equilibrando para não despencar na parte rebaixada do coletivo, para onde um colorado já tinha escorregado e procurava se levantar.

Os passageiros não demostravam lá muita indignação embora pareciam atordoados. Cada qual procurando um lugar para sentar na esperança de chegar inteiro no seu destino final.

“Azuizinhos – da guarda municipal de Porto Alegre, fiscais da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC)

O Inter não zera a conta

Pior do que tá não fica e não adianta trocar o pneu com o carro andando. Então o Roth fica. O Inter mostrou hoje, no segundo tempo do jogo contra o Atlético Mineiro, que tem peças para sair, assim como o Cruzeiro, da desconfortável posição que ocupa no Campeonato Brasileiro/2016.

O Roth, cabeçudo, como todos sabem, se viu na obrigação de montar um time, embora insista que o Ânderson deva fazer parte do elenco.

Ele só precisa entender que o Seitas e o Nico são fundamentais e que o Sasha não tem condições de titularidade.

Por fim um recado pro Celso: Ninguém esquece que você deixava o Ronaldinho Gaucho na reserva quando treinou o Grêmio achando que ele não cabia no teu time.

O teu time ideal é aquele que a torcida entende que seja o melhor não o que você julgue que é.

Ainda não vamos zerar a conta, continuamos na disputa.

Boa Noite!

A convicção e a pena de morte

Vi com certa perplexidade o espetáculo midiático preparado pelo procurador do Ministério Público Federal do Paraná para denunciar o ex-presidente Lula, que como os demais do alto e baixo clero não é nenhum santo. Agora, Power Point para uma denúncia não pega bem para a Justiça, é forçar a espetacularização. Não reforça o argumento e faz despencar a credibilidade. Sem falar no risco de apresentar erros na tela como gove()nabilidade e não governabilidade como apareceu em rede nacional. 

O procurador ao afirmar que não tem certeza mas sim convicção, reacende uma velha discussão sobre a pena de morte. Se na Justiça tem gente que condena só pela convicção o que um cidadão pode esperar como pena? 

A Justiça não taí para julgar concurso de miss e não precisa montar um cenário com passarela para acusar alguém. Uma pena, o Ministério Público não merece pagar mais este mico. O outro foi do Marx e Hegel, também para incriminar a mesma pessoa.

O jeito magazine de parcelar salários

Primeiro era culpa da arrecadação do Estado que andava baixa demais, afinal, o contribuinte que votou no Sartori precisava fazer a sua parte, pagar mais impostos e levar o resto junto. Aí, quando o projeto foi a votação na Assembleia faltava um gol decisivo e o Jardel, sempre o matador, decidiu o jogo a favor do governo com um tiro de misericórdia no povo, não daquele povo que votou no projeto de governo que aí está.

Aí os salários continuaram parcelados porque veio a choradeira de que o Governo Federal era cruel ao reter a arrecadação para pagamento de uma divida com a uniao, prejuducando o velho Rio Grande. Então o Governo Federal, diga-se de passagem, o Temer, negociou uma trégua para que toda a arrecadação não fosse mais parar nos cofres de Brasília e todo o dinheiro ficou na caixa forte dos gaúchos, reparando, por um tempo, um problema de renegociação de dívida criado no governo Brito do mesmo partido do Temer e do Sartori.

Mesmo assim salários continuam parcelados e na bula do extrato bancário o receituário vem a conta gotas.

A grande rede de lojas Piratini continua com sua liquidação total, torra os servidores e parcela seu salário em suaves prestações até acabar o estoque. Enfim, é o complexo magazine de governar que começou com uma promoção de pisos da Tumelero.

O perigo ronda a esquina e o resto da rua na cidade toda

Num dia normal de volta pra casa uma vítima se depara com o seu próprio assaltante e os dois travam uma longa conversa. O assalto virou corriqueiro, forma laços de amizade e rede de negócios.

     

Ladrão

(Crônica: Flávio Damiani / Ilustração: Daniel Cruz)

O Doca chegou feliz em casa naquela noite. Depois de um beijo na esposa sentou-se à mesa para ceia, um ensopado de legumes com caldo Knorr. Contou que tinha encontrado o Grilo Manco, um assaltante conhecido e já com clientela estabelecida no Beco da Praça, no centro da cidade, um corredor de arbustos em forma de labirinto, sem saúda para transeuntes desatentos. O Grilo ficou manco depois de dar um bote errado na vitima, o Samurai, um lutador de Jiu-Jitsu que lhe tirou o joelho do lugar, pra sempre.

Antes que Leninha perguntasse por que tinha feito aquele caminho, disse que desta vez o encontrou no ponto de ônibus, que o Grilo recém tinha deixado o seu local de trabalho e reclamando da féria do dia.

– A grana anda curta e os celulares em mau estado de conservação, comentou Grilo.

– Sim, mas no primeiro assalto você levou a minha corrente de ouro 18, lembrou Doca.

– Aquela tá penhorada, respondeu Grilo.

– Bem pensado, disse Doca.

Grilo lembrou que geralmente a primeira vez em que uma a pessoa é assaltada o ladrão tem chances de conseguir bons resultados.

– Depois começam a relaxar com bijuterias.

– A vida não tá fácil pra ninguém.

O amigo assaltante reclamou que precisava tirar umas férias com a família, mas sem carteira assinada não tinha como receber adiantado, nem um décimo terceiro e lamentou que é difícil ter seu próprio negócio.

– O Carijó, lembra daquele grisalho, freguês de caderneta do Presídio Central?

– Lembro, estabelecido preto da Santa Casa?

– Ele mesmo, colocou um BAR

– Olha!!!

– Me disse o outro dia que tem conseguido mais do que nos assaltos.

– E onde fica?

– O BAR?

– Sim, o Bar.

– Não tem um ponto fixo.

– Como assim? E a bebida gelada?

– Você não entendeu, BAR são as iniciais de Bazar de Artigos Roubados

– Ahhhhhh! E eu lá ia saber que existia isso?

– Sim, ele é um atravessador ambulante.

E esposa do Carijó, dona Cotinha também colocara seu próprio negócio, em plena ascensão, um Bazar de Artigos Recuperados na redondeza, que também não deixava de ser um BAR.

Pra não deixar barato e o encontro casual não passar em branco, antes de se despedir e não fugir à sua natureza, Grilo anunciou um assalto amigo, em forma de discurso ao estilo MBA.

– Aí amigão, sabe que eu tenho por você uma enorme admiração, aliás, você já foi, no passado, um dos meus clientes em potencial.

– Sim, depois de rapar tudo o que eu tinha, passamos a cultivar esta amizade, que espero, seja duradoura embora não seja mais tão lucrativa.

– No que você pode me ajudar?

– O celular foi levado ontem pelo teu parceiro do Largo do Mercado.

– A concorrência é violenta.

– Tenho estas moedas, um TRI e uma nota de cinquenta pro lotação e fiquei de comprar um vinho pra levar pra Leninha que me espera pro jantar.

– Então me dá os cinquenta e as moedas e fica com o TRI e eu te devolvo 25 pro vinho, pode ser?

– Combinado, assim tá ótimo.

– Bah! Não tenho 25, leva vinte, o pessoal não tem facilitado o troco, mas acho que dá pra comprar um vinho razoável.

– Um bom tá em torno de 26, 27, por aí.

– Leva trinta então.

– Te agradeço

– Manda um abraço pra Leninha

– Será dado.

Doca pegou a primeira colher de sopa, soprou e levou a boca, mas não sem, antes comentar:

– Este inseto é uma figura, tá se especializando, ficando esperto, educado, gentil. Dá gosto se assaltado assim. Por fim, elogiou o cardápio e o perfume que Leninha estava usando.

– Parece aquele que te dei e que foi levado num assalto.

– Pois é, peguei no BAR da Cotinha.

 

 

Os servidores gauchos e a caça ao pokémon dos salários

O servidor público do estado do Rio Grande do Sul anda azarado no jogo. O aplicativo não serve para encontrar, por exemplo, o pokémon da integralidade salarial. Procuram entre arbustos, bosques e galhos e só encontram o Go em frangalhos.

Noutro dia foram procurar na Secretaria da Fazenda e, sem pista, rolaram escada abaixo, sobrou até pra jornalista.

Só o pokémon do salário parcelado é que tem sido encontrado, mas ele mal chega e sai e é facilmente encontrado na farmácia, no açougue, no supermercado.

Pelo quinto mês consecutivo o governo gaúcho parcela o pagamento dos salários dos servidores (em março foi pago em 9 vezes). O gerente da Loja Piratini, que já foi garoto propaganda da Tumelero, opta pelo pagamento em suaves prestações.

Promoção especial: É pegar ou largar!

A gente brinca, mas a situação é séria.

A pergunta micuim: Porque uns governadores pagaram em dia e outros não?

Vai ser preciso abrir a caixa preta dos cofres públicos pra ver a cor do dinheiro?

Enfim, este pokémon não é nenhum guri arteiro pregando peça no bolso alheio. Ele não descobre onde está o dinheiro. Ai que dor, pokémon assim não serve pro servidor.

Ah, primeiramente, fora com esta conversa de que não há dinheiro, a história é repetitiva e todos sabem onde querem chegar.

 

Jeitinhos e maneiras para evitar a água das torneiras

Não é regra, mas na maioria das vezes a crônica nasce antes da charge ou do cartum. Mas pra contrariar a regra, se é que existe, o Daniel Cruz me mandou esta charge baseado numa tirinha que publiquei semana passada sobre o mistério no gosto da água que jorra nas torneiras das casas de Porto Alegre.

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A água pura ou potável, em resumo, boa para se beber não deve ter cor, cheiro nem gosto, assim manda a regra que, no entanto, não é respeitada em Porto Alegre. Aqui a água tem cheiro e sabor, quanto a cor, me parece que continua transparente. Nunca fui bom em química e nem sei direito se o chamado precioso líquido vira precioso porque se coloca um monte de produtos desenvolvidos por laboratórios ou se seria precioso pela sua importância na vida do planeta. No primeiro caso poderia ser chamado de precioso químico que não faria nenhuma diferença.

Recorri ao Google para me certificar se a água é realmente um composto químico formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, que sua fórmula representa o número e o tipo de átomos que constituem uma molécula.

A água que o bebemos, de acordo com resultados de pesquisas encomendadas em laboratórios é composta por bactérias. O professor Google não fala que deva ter bactérias, o que se conclui que não estamos bebendo água, mas sim qualquer outra coisa composta por micro-organismos, já que a o local de captação é extremamente poluído. O que se questiona é se estes micro-organismos seriam seres vivos, assim, podemos a chegar a outra conclusão óbvia pra não dizer coerente com as informações, a de que estaríamos bebendo água viva.

Na charge o Daniel sugere que as escolas alterem o conteúdo sobre a fórmula do H20 nas aulas de química e retirem a água como componente.

A pré-doutora Marga Rossal, entende que a nova formula da água deve ser H2O-BCUD… Esta extensão do alfabeto inclui fórmulas como a bactéria, coliforme, ureia e detritos…

O amigo Claudio Gediel lá do Quaraí, experiente analista de sistemas na Capital, entende que o nome do Departamento Municipal de Água e Esgoto – DEMAE deva ser reduzido e passe a ser chamado de Departamento Municipal de Esgoto, por ele, se sugaria a água.

Já o jornalista Linei Zago me manda dizer, pelo face, que a bebida nacional passada com água de torneira tem um nome sugestivo na capital dos gaúchos – cafédido.

Fico imaginando como estão chamando o chimarrão…

Ainda, o camarada sai do banho pior do que entrou e dá-lhe desodorante.

As distribuidoras de água mineral que costumam abastecer nas torneiras andam em pânico.

Os gatos e cachorros andam achando que fizeram cocô no lugar errado.

No entanto as autoridades garantem que se pode beber e tomar banho a vontade que não faz mal algum ao organismo e a pele.

Por via das duvidas tem gente que reforçou o estoque de cerveja e anda enforcando o banho por conta de umas coceiras que ficaram desde o último contato como chuveiro.

Para tudo se tem uma saída, ao invés de água, cerveja e se tem uma justificativa, adiar o banho por entender que o box mais parece um vaso sanitário.

Os bobos da corte querem me fazer de palhaço

Primeiro a operação para prender perigosos terroristas, entre eles um criador de galinhas do interior gaúcho, com toda a pompa e exorbitância do cargo de ministro da Justiça de Temer, o ex-advogado do Primeiro Comando da Capital – PCC, Alexandre de Moraes. A atitude do ministro de transformar a prisão de suspeitos sem prova alguma num show midiático, foi condenada pelo serviço de inteligência brasileiro alegando entre outras coisas de que ele pode ter alertado os verdadeiros gansos islâmicos. Aliás,o próprio chefe Temer não gostou nada do que viu. 
 
Depois foi a vez do Temer que, na busca pela popularidade, convoca a imprensa para vê-lo buscar o filho na escola numa demonstração narcisista de causar inveja. Paparazzi se engalfinhando para pegar o melhor ângulo, ajudando a derrubar o conceito de quem não consegue decolar. Vale lembrar que o ex-presidente Fernando Collor também fazia da mídia marionetes, na desesperada busca de recuperação da sua decadente popularidade. 
 
Por último o ministro de Relações Exteriores José Serra que não aprendeu a lição da ex-ministra Kátia Abreu que lhe serviu uma taça de vinho sobre o terno, depois de ser deselegantemente chamada por ele de namoradeira. Pois o chanceler, sim, agora Serra é chanceler, foi ao México e lá debulhou mais um rosário de machismo e preconceito contra as mulheres ao dizer que o país da América Central é perigoso porque metade do Senado é formado por mulheres. Não se dando por vencido por sua piada sem graça, convidou a secretária de Relações Exteriores do México para a abertura das Olimpíadas, alertado sobre o perigo da sua vinda que poderá alertar as mulheres brasileiras.
 
No Brasil as mulheres não representam 20% das cadeiras no Senado e elas também não foram lembradas para compor o ministério interino de Temer. Talvez o problema de Serra com as mulheres se explique pelo fato de que nas eleições presidenciais de 2010 ele foi derrotado pela Dilma Roussef.

Que semaninha… Moro, Pesquisa, Temer e as Galinhas

Terminamos uma semana em que o juiz Sérgio Moro disse que não larga o osso, ou seria a cartilagem? de Lula, numa visível demonstração parcial das suas intenções. Ou seja: ele quer ralar o ex-presidente a qualquer preço e para isso toma partido, o que não é nenhuma novidade, mas, enfim, pros menos esclarecidos é bom que se repita.

A Folha de São Paulo pirou na matemática e publicou de forma grosseira, intencional e criminosa os dados de uma pesquisa, colocando em cheque os institutos que trabalham sério na avaliação dos dados. A Folha estampou na capa, sem o mínimo pudor, que 50% dos brasileiros desejavam que o presidente interino, Michel Temer, concluísse o mandato de Dilma e continuasse como presidente até 2018, enquanto apenas 3% do eleitorado era favorável a novas eleições, e apenas 4% desejava que Dilma e Temer renunciassem. De onde saíram os números que protegem um governo impopular, continua sendo uma incógnita.

Por fim, os telejornais oficiais da TV aberta noticiaram durante todo o final de semana que as novas medidas econômicas para o país só serão anunciadas depois da definição do impeachment da presidente afastada. Um deputado da base aliada chegou a alegar que a decisão em não anunciar as medidas seria em respeito à Dilma. Ora, convenhamos, num grupo que vende e entrega a mãe não podemos espera outra a coisa a não ser um pé no traseiro e para anunciar medidas impopulares o caminho deve estar limpo.

Pra terminar, só falta o inter perder pra Ponte Preta e se aproximar da área de exclusão.

Aí eu me isolo, vou plantar batatas, porque criar galinhas ta ficando perigoso.

O Pato de Troia da Fiesp

O professor José Ernani Almeida de Passo Fundo definiu muito bem o significado do Pato da Fiesp: Troia.

Pensem comigo; se atualizarmos a história desde o Cavalo de Troia, vamos ver que a referida ave de plástico que contaminou a ira da direita contra a esquerda no Brasil a favor do impeachment, carregou dentro de dele os corruptos, os sonegadores, os achacadores da união. O pato foi feito pateta, virou simbolo de uma cegueira nacionalista, daqueles que agora se declaram surpresos com a realidade dos fatos se fazendo de desentendidos.

Vou resumir a noticia para ver se entendem:

O empresário Laodse de Abreu Duarte, um dos diretores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), é o maior devedor da União entre as pessoas físicas. Sua dívida é maior do que a dos governos da Bahia, de Pernambuco e de outros 16 Estados individualmente: R$ 6,9 bilhões.

Além de Laodse, aparecem no topo do ranking dos devedores pessoas físicas dois de seus irmãos: Luiz Lian e Luce Cleo, com dívidas superiores a R$ 6,6 bilhões.

A soma dos valores devidos por empresas e pessoas para o governo federal ultrapassou recentemente R$ 1 trilhão. Uma pequena elite domina o topo desse indesejável ranking: Juntos, são responsáveis por uma dívida de R$ 812 bilhões aos cofres federais –mais de três quartos do total devido à União.

Tá explicado ou querem que eu desenhe o pato???