O Lanço Perfeito e o Milagre da Multiplicação

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Pela manhã houve um alvoroço na praia, não parava mais de sair peixe do mar. A noticia logo de se espalhou e centenas de veranistas se juntaram aos pescadores para puxar a rede ou encher as sacolas.

O lanço quebrou a rotina da praia da Pinheira, entre a Guarda do Embaú e a praia do Sonho, ao sul de Florianópolis na costa catarinense.

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Teria sido a chuvarada dos últimos dois dias ou um milagre divino como profetizava uma religiosa, adepta, acho, de Jeová, que ao mesmo tempo enchia uma sacola de milagres.

Não estava de todo errada, parecia mesmo o milagre da multiplicação, ninguém viveu à época, mas garantiam que foi mais ou menos assim, talvez com uma rede de malha mais grossa e uma canoa de um pau só, vai se saber.

Calculam 20 toneladas de um cardume de Paraty que cruzava a costa catarinense na altura de Palhoça, sul da ilha e Florianópolis.

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Os peixes que sufocavam na rede, debatendo-se em agonia profunda sem o mínimo de piedade dos predadores humanos, e quando conseguiam escapar eram imediatamente apanhados pelos curiosos, saíam da água, passavam pela areia da praia e caiam na frigideira ou no freezer. Não havia escolha: se não morriam sufocados era por choque térmico.

Na disputa entre o homem e o mar o dia foi do pescador; o pescado perdeu de goleada -Agonia na rede; festa na praia

 

Autor: flaviodamiani

Jornalista, cronista, mora em Porto Alegre

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