Quem é o inimigo afinal?

 

Ou é falta de criatividade ou covardia dos sindicatos. Nas greves o alvo, por medo ou demasiado respeito, não é o patrão. O mais fácil é atravancar o caminho e castigar o povo. É preciso acordar as lideranças para avisar que não estão mais no milênio passado. Que as coisas mudaram.  Que até no futebol o esquema de jogo mudou, prá pior, mas mudou.

Na falta de uma ideia melhor, e uma visível carência na utilização da inteligência a estratégia é partir para o mais fácil, o óbvio, o que dá menos serviço. Para se vingar do patrão, vamos reprimir o povo. Danem-se os que precisam buscar o filho na escola, chegar do trabalho, salvar uma vida, ou simplesmente pegar um futebol na TV. Vamos trancar ou andar de vagar pelas ruas irritando quem não criou o meu problema. Afinal, o povo paga tudo, tudo o que é de ruim é culpa do povo. A briga interna dos sindicalistas pelo poder, o desajuste nas contas da gestão anterior do sindicato ou da associação, os problemas de gestão do serviço público, tudo emana do povo, então o povo é o culpado. Paga e leva a culpa.

A rua está lotada de carros e tomada por marginais, falta transporte público, segurança, ensino de qualidade. Ah… o povo é culpado. Afinal, quem manda comprar carro, botar filho no mundo e não educar direito para não se tornar um bandido?

As drogas estão aí fazendo vitimas, e o negãozinho do moro é o culpado de tudo. O banco mundial financia a produção de coca? Quem falou? As nossas fronteiras estão abertas por falta de patrulhamento? Ora, vivemos numa democracia e na democracia nada é proibido, mas precisamos fechar as fronteiras com o Uruguai porque o Mujica legalizou a maconha.

Hoje o povo já não sabe mais o que é direita ou esquerda porque alguns entraram e outros nunca saíram do poder. Tem dificuldade de entender de que lado vem as promessas de mudança no país. O povo é culpado de se deixar levar na conversa. Então que pague a conta, que fique nas ruas e que nos deixem passar porque a nossos problemas pessoais são de todos vocês. Vamos trancar as ruas e deixar a caravana responsável pelo nosso protesto passar. É que é difícil impedir um helicóptero de voar, mas é fácil proibir o direito de andar.

Certa feita um cidadão indignado com a passeata contra o Congresso Nacional e que bloqueava as avenidas de Brasília desabafou:  “O Renan continua chegando em casa no horário para comer suas ostras e lagostas”.

O teu filho na escola e você no transito depois de um dia de trabalho para pagar suas contribuições e impostos, vão jantar mais tarde, se chegarem em casa. Afinal, quem é o inimigo?

 

Depoimento de uma mãe ferrada e desesperada

Ela acorrentou o filho drogado para ele não sair de casa e justificou:

“Tentei encontrar uma saída para o meu filho, mas não tive êxito. Fecharam-se as portas do serviço de atendimento público e não consegui tratamento. Desesperada acorrentei o guri na grade de ferro pra ele não fugir de casa, não matar alguém e ir parar na cadeia. Tentei cumprir o meu papel de mãe. O Estado no entanto não cumpriu a sua parte. Alguém me denunciou; veio o estado e me ferrou”.

Risotto ao antibiótico

 

Para aproveitar a oferta de vinho batizado no mercado com adição de antibiótico, vai aí uma receita para um tratamento completo.

Receita anti-inflamatória

  • Uma cebola inteira
  • Um dente de alho
  • 100g de lombinho defumado
  • 200g de arroz arbório
  • 1L de caldo quente
  • Sal e pimenta
  • Manteiga ou azeite de oliva
  • Queijo parmesão ralado
  • Doure a cebola e o alho na manteiga ou óleo
  • Entra com o arroz
  • Acrescente o caldo aos poucos até acabar
  • Vá provando o arroz para ver o ponto.
  • Acrescente o sal e a pimenta a gosto.
  • O segredo da receita é um copo de vinho branco que já vem com antibiótico.
  • Apague o fogo e acrescente o queijo.
  • Sirva quente.

Obs. Se persistirem os problemas consulte um médico. Se o médico proibir a bebida alcoólica durante o tratamento com antibiótico, suspenda o remédio e beba vinho.