Em que mundo vivemos?

Qualquer um sabe que os sonegadores estão na classe dominante, bem nutridos e carregam no peito um ódio incontrolável. Sim, poque pobre, negro, magro e feio não tem o que sonegar, mas acabam vítimas de um movimento que não sabe contar, ou pelo menos tem uma certa dificuldade com os números quando se trata do pró em diagnóstico de público.  Organizam uma passeata, juntam mil pessoas e saem dizendo que foram dez mil.

São os mesmos que diziam “não vai ter copa” e vão pras ruas vestindo a camiseta da copa.

Também acho revoltante depositar dinheiro na conta de um Japinha, que se apresenta como organizador de protestos, arrecada o dinheiro, pega a grana e organiza um churrasco de domingo, tendo como aperitivo tulipas e coxinhas e deixa o contribuinte a ver navios, ou melhor, ver skatistas saindo da praia. Apavorados, pensam que é um arrastão. Sim, o protestante sente medo e só tem coragem com proteção policial.

Que mundo é este meu Deus?!

Quem vai às ruas na esperança de ver a reedição de um Fora Collor ou das Diretas Já, paga a conta e o pato, aquele amarelinho na Paulista; volta para casa frustrado botando a culpa em quem nada tem a ver com a situação criada, entre eles, um menino sarará que quase foi linchado por estar no meio de uma manifestação para a qual não foi convidado. Não tem mais jeito mesmo.

E no dia seguinte, acordam com a notícia que a Polícia Federal varreu a casa do Eduardo Cunha. Que momento….

 

Os bastidores da máfia do leite – Como agem seus agentes

Bastou pouco mais de uma hora de conversa com o promotor de Justiça Mauro Rockenbach do Ministério Público gaúcho, para entender como funcionam os bastidores da criminalidade organizada que transforma o leite num produto altamente rentável, onde nem o soro do queijo é descartado. Um crime que, pelo Código Penal, é inferior à adulteração de produtos saneantes como o formol por exemplo.

A história começa em maio de 2012, quando o promotor de Justiça Alcindo Bastos procurou Rockenbach, tendo em mãos uma série de denúncias que levam a crer na existência de uma máfia agindo na comercialização e na industrialização do leite.

De posse de resultados de análises feitas em laboratórios, a Operação Leite Compen$ado foi deflagrada, prendendo dezenas de pessoas e denunciando outras tantas, desde o produtor, passando pelo transportador, o intermediário e finalmente chegando a indústria.

Com o apoio das Polícias Federal, Civil e Militar, foi possível entrar nos postos de resfriamento, abordar transportadores e descobrir a rota do produto. Quase todos em cidades localizadas na bacia leiteira do Norte do Rio Grande do Sul onde estão localizadas as cidades de Erechim, Ibirubá, Horizontina, Três de Maio, Panambi, Santo Augusto, Gaurama, Esmeralda e Rondinha, respingando ainda em Guaporé, Venâncio Aires e Teutônia.

Rockenbach alerta que o leite é uma “substância altamente perecível” e que se presta para a adulteração com produtos químicos que aumentam o volume e mascaram a qualidade.

Além da compensação de água, para aumentar o volume, o leite que chega à sua mesa, é mascarado por uma série de outros produtos que você até então só conhecia na utilização de limpeza do assoalho da sua casa, calçadas, pocilgas ou até mesmo para encher o tanque do seu carro como:

– Etanol

– Ureia

– Peróxido de hidrogênio que é uma solução antisséptica

– Soda cáustica que contém substância alcalina

– Bicarbonato de sódio

– Cal virgem

– Cloreto de sódio o conhecido sal de cozinha

– Amido

– Soro

 

A medida certa para cada cem litros de leite é adicionar 10 litros de água e um litro de ureia por exemplo.

A adição de produtos químicos elimina os “seres vivos” o que permite guardar o leite resfriado por até quarto meses. Você já imaginou o que contém 100 em mil litros de leite? Pelo menos 100 litros de produtos nocivos à saúde, alguns deles, cancerígenos.

Claro que a indústria chia e diz que isso não é comprovado; pois que bebam por 100 dias deste leite aí descoberto nas fraudes, depois veremos o resultado.

Ia me esquecendo, o formol, pois numa das constatações feitas durante a operação, os falsários alegaram desconhecer a presença de formol. Ocorre que a ureia é usada há décadas no batismo do leite, a mesma ureia que é utilizada para o melhoramento das plantações, dos gramados. Ocorre que, não faz muito, os agricultores reclamaram para a indústria que o fertilizante, um grânulo branco, se dissolvia rapidamente. Os químicos da indústria desenvolveram então uma película utilizando formaldeído na composição, para retardar a dissolução e para isso, utilizaram formol. Realmente a máfia, traída, não se deu conta da presença desta solução cancerígena, conforma a Organização Mundial da Saúde, que proíbe seu uso, inclusive, para o alisamento de cabelos, mas que foi parar no leite.

Aliás, por falar em legislação, nada se compara os crimes de adulteração de alimentos com os de adulteração aos produtos usados na limpeza e conservação de ambientes, os chamados saneantes.

Vejamos então:

A pena aplicada para quem falsificar ou adulterar produtos alimentícios destinados ao consumo humano é de 4 a 8 anos de reclusão, e multa (art. 272, CF)

Já para quem adulterar matérias-primas, os insumos farmacêuticos, cosméticos e saneantes, a pena é de 10 a 15 anos de reclusão e multa (Art. 273, CF).

Conclui-se que o crime é menor para quem colocar produto de limpeza no leite do que quem coloca leite no peróxido de hidrogênio, por exemplo. (Bem lembrado Rockenbach)

Falamos do soro no leite, mas que soro é este?

Só pode ser o soro do queijo.

A indústria ressabiada com as constantes investidas dos órgãos de repressão, investigação e fiscalização, passou a recusar o leite nitidamente batizado. Para não perder a viagem os atravessadores vendem para as queijarias. No processo de fabricação do queijo é secretada uma seiva viscosa, meio transparente, meio leitosa chamada soro. Este soro não é colocado fora, ele volta para o leite.

Aliás, é bom tomar cuidado com o queijo ralado que você usa na sua no spaghetti ou na pizza. Pode ter de tudo, menos o que você acha que tem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relação fértil e a alegria cívica no vôo da Fênix

Esta relação fértil anunciada pelo Temer em relação à Dilma vai acabar nas mãos do promotor criminal Mauro Rockenbach do MP gaúcho. É$ ele quem cuida da operação Leite Compen$ado em que a máfia do tambo mistura produtos de limpeza para fazer o leite durar mais tempo. Para conservar uma relação fértil e duradoura vai ser preciso uma pá de cal e um vidro de ureia.  Depois do leite teremos a operação Governo Compensado.

Aí o Temer se encontrou com o governador Sartori e falou em “alegria cívica” Civismo é alguém fazer o impossível para cumprir seu dever, como no dia das eleições, por exemplo quando alguém enfermo foi às urnas de cadeira de roda ou apoiado por alguém para votar. Deve ser uma alegria cívica trair a pátria e atravessar o Brasil de jatinho levando os amigos para passear e fazer campanha. Tão confundindo civismo com cinismo.

Deu no rádio que Temer veio a Porto Alegre com o Padilha, Perondi e mais outros dois deputados, no mesmo vôo oficial, para convencer o governador gaúcho sobre o impedimento da Dilma. Então isso é campanha e o jatinho “nóis paga”, é isso? Querem incendiar o Brasil e incinerar a Fênix usando nossos fósforos.