Em que mundo vivemos?

Qualquer um sabe que os sonegadores estão na classe dominante, bem nutridos e carregam no peito um ódio incontrolável. Sim, poque pobre, negro, magro e feio não tem o que sonegar, mas acabam vítimas de um movimento que não sabe contar, ou pelo menos tem uma certa dificuldade com os números quando se trata do pró em diagnóstico de público.  Organizam uma passeata, juntam mil pessoas e saem dizendo que foram dez mil.

São os mesmos que diziam “não vai ter copa” e vão pras ruas vestindo a camiseta da copa.

Também acho revoltante depositar dinheiro na conta de um Japinha, que se apresenta como organizador de protestos, arrecada o dinheiro, pega a grana e organiza um churrasco de domingo, tendo como aperitivo tulipas e coxinhas e deixa o contribuinte a ver navios, ou melhor, ver skatistas saindo da praia. Apavorados, pensam que é um arrastão. Sim, o protestante sente medo e só tem coragem com proteção policial.

Que mundo é este meu Deus?!

Quem vai às ruas na esperança de ver a reedição de um Fora Collor ou das Diretas Já, paga a conta e o pato, aquele amarelinho na Paulista; volta para casa frustrado botando a culpa em quem nada tem a ver com a situação criada, entre eles, um menino sarará que quase foi linchado por estar no meio de uma manifestação para a qual não foi convidado. Não tem mais jeito mesmo.

E no dia seguinte, acordam com a notícia que a Polícia Federal varreu a casa do Eduardo Cunha. Que momento….

 

Autor: flaviodamiani

Jornalista, cronista, mora em Porto Alegre

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