“O gênio do fascismo saiu da garrafa e agora não conseguem colocá-lo de volta”

É lúcida esta definição do governador do Maranhão, Flávio Dino, fazendo ponderações da classe política e social brasileira no momento em que se vive uma turbulência indefinida sobre os rumos da Nação. Se chegou onde se chegou por conta de uma total falta de coerência ao discurso e obediência à cartilha política redigida pelas bases. Se ela fosse respeitada não chegaríamos a tanto. Tenho certeza que a grande maioria entende que quando se ocupa uma nova casa, uma nova proposta e um novo modelo devem ser implantados. Troca-se móveis, pintura, espelhos, até a casa do cachorro muda de lugar. Os antigos ocupantes devem levar toda mobília e um bruxo ser chamado para eliminar todos os males e seus fantasmas.

Se isso não for feito, o espírito continuará assombrando e agindo na calada da noite, com os antigos moradores, em pele de cordeiro, dando as cartas, como velhas raposas que conhecem bem o território e cada divisão das paredes, do pátio, bem como os caminhos das tubulações obscuras por onde evade a cacaca de quem se alimenta à mesa da rapinagem e faz o mau uso da coisa pública.

O certo é que os antigos donos nunca deixaram a casa, continuaram dando as cartas na jogatina das madrugadas, com o aval dos novos proprietários que, atraídos pela funcionalidade do novo lar, esqueceram-se da lição de casa e passaram a compartilhar das mesmas regras, do mesmo jogo.

Um dia uma criança curiosa sobre no sótão e encontra uma garrafa estranha, tenta limpá-la esfregando o pó com as mãos e dela surge uma nuvem de fumaça trazendo dentro dela um gênio, genioso, que sai aprontando por aí. O problema vai ser colocá-lo de volta, se a casa do gênio não for encontrada. O menino pode ter quebrado a garrafa.

 

8 ideias sobre ““O gênio do fascismo saiu da garrafa e agora não conseguem colocá-lo de volta”

  1. A culpa de estarmos nessa situação, tendo de aguentar Temer e Sartori, está marcada na paleta da esquerda e principalmente do PT. Agora parece que nunca sentaram à mesma mesa que Temer, Jucá, Calheiros, Cunha, Lobão, Youssef, Cerveró, Odebrecht…a lista é imensa…por culpa de sua sanha de roubar, seja para proveito pessoal, seja para se eternizar no poder e comprar tudo à sua volta, sindicados, empresários, políticos….de dar de mão beijada bilhões em financiamentos para paísecos que nos circundam, paísecos mesmo, que estão se lixando para o Brasil, aliás, nos tem como a um Estados Unidos latino, com obrigações mil para nações atrasadas, indolentes e estúpidas, talvez nem tanto como a nossa, aonde qualquer um vem e se instala, comete crimes, traz sua religião bárbara e costumes bárbaros aos que temos que respeitar, nosso país de BBB 666, de carnaval que dura meses……reflexão nunca faz mal…com exceção da esquerda que nunca reflete….e dos sionistas, para os quais ninguém pode contestar qualquer dado do Holocausto sob pena de ser criminoso. Depois de emporcalharem bem a democracia, criarem o problema monstro da impunidade, da violência, da destruição das famílias, as pessoas se cansam e clamam sim, por um governo totalitário para arrumar a bagunça, Foi assim na Alemanha, aonde além de vários fatores, contribuíram para o fato o desleixo, o relaxamento moral e até mesmo estético dos comunistas.

  2. A velha direita tratou de ocupar o espaço vazio deixado pelo PT e tenta colocar em prática suas velhas fórmulas que sempre deram certo num passado recente. Porém a sociedade está mais intolerante com essas velhas práticas. As propinas, o toma lá da cá com cargos (que aliás o governador do Rio tentou fazer com a nomeação de uma ex-deputada ligada o Eduardo Cunha e teve que recuar), já estão mais difíceis de realizar. Michel Temer resolveu fazer uma velha prática: nomeou aliados indiciados na Lava Jato para Ministérios para protegê-los. Está pagando um alto preço pelo desgaste de sua imagem política e também com o enfraquecimento das suas reformas. As gambiarras, fraudes, propinas, corrupções e esquemas já estão mais difíceis de fazer. AS gestões populistas e demagógicas também se foram. Ou seja, está difícil de governar à moda antiga. Como essa geração de políticos não sabem governar de outra maneira, ficam todos desorientados e imobilizados.

  3. Bolso é o menino.
    O Gênio e a fumaça se espalharam, entraram nas casas das classes médias ( e médicas)e até entraram na casa dos perseguidos pelo nazismo no século passado.
    Esqueceram a história que George Santayana avisou do risco de ignorá-la.

  4. O, menino se chama Bolsô. O Gênio e a fumaça mortífera já penetraram nas casas da classe média ( e médica)e até mesmo nas entidades religiosas e sociais de gentes que foram fumadas pelo nazismo do século passado.

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