Botando a carroça na frente dos bois

Os senhores da capa preta andam pisando na barra da toga, engolindo a saliva e beijando o chão.

Um procurador do Ministério Público Federal, adepto às  plataformas digitais, monta um PowerPoint para desmascarar um ex presidente. Uma roleta russa onde o alvo era a cara do cara.

Começo a pisar na barra da capa preta e se desequilibrar perante a opinião pública. O show não é função dele. O palco é dos réus e não dos senhores da lei.

O mesmo procurador, Deltan Dallagnol, tempos depois, se adiantou à instituição superior, deu o passo maior que a perna e foi ao chão, sem nem mesmo pisar na barra da capa.

Foi fazer uma média com o superior, o chefe se zangou e soltou o Zé Dirceu.

Agora é a vez do Juiz de Direito dar seu show. Sérgio Moro quer porque quer ficar frente a frente com o ex-presidente Lula, olhar no olho, mesmo que para terminar a sessão sem arrancar contra ele.  E Le não precisa disto, mas acobertado pela grande mídia não vai, de forma alguma, dispensar os holofotes.

A reforma de um apartamento ou um sítio em Atibaia é café pequeno perto de tudo o que puseram as mãos, mas o Juiz insiste na tecla. Prefere investigar a chinelagem em detrimento aos verdadeiros ladrões que estão aí, soltos, no comando da nação.

Os ladrões de galinha sempre levaram a pior enquanto os Eikes faziam fortuna em obscuros negócios. É fácil identificar quem afana uma penosa no escuro, porque as demais galinhas acusam as irregularidades no galinheiro para que os cães de guarda ajam de forma rápida e eficaz para evitar que o larápio fuja do telhado.

Já os gatunos, também conhecidos pelas alcunhas de gato fino ou colarinho branco mandam prender o larápio, para dar o exemplo em nome da moral e dos bons costumes, fazem o que chamam de chinelagem desocupar suas terras para dar lugar a grandes empreendimentos e sentam o porrete no colono que se recusa a deixar seu espaço, tudo em nome da democracia. Aliás, desde quando os poderosos dependem da democracia?

Enfim, como disse um frade certa vez quando decretaram o estado laico e mandaram retirar os crucifixos das repartições públicas. Quando questionado respondeu:

– Eu não quero ver um crucifixo dentro do congresso, ou de uma delegacia, ou de um tribunal, ou de um hospital, ou em qualquer lugar onde a lei não é cumprida e os direitos humanos não são respeitados.

A Justiça continua atuando a serviço dos poderosos e os poderosos são, comprovadamente, criminosos. Neste ritmo de trapalhadas Dallagnol soltou Zé Dirceu e Moro vai eleger o Lula. Só que esta parte do show não estava no script.

2 ideias sobre “Botando a carroça na frente dos bois

  1. Pobre tem que ser tratado como pobre sempre. Isto tá encravado nos corações e mentes de todo mundo. E pobres somos todos nós: os que se aposentam e é tratado como lixo pelo funcionario, entra numa empresa privada (cinema onibus shopping) mal vestido e é convidado a sair, morador de rua assassinado na frente de todos os poderes, e simplesmente ser taxado de traficante prá não ter investigação, e tantos tantos outros casos diarios da nossa vida de pobre….

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