O que a midia tradicional não faz

Fico feliz ao ouvir do secretário da fazenda e do procurador geral do estado que o Brasil vai virar as costas para o Rio Grande do Sul. Esta é uma noticia que deve ser comemorada embora não seja aprofundada pela mídia. Brasilia não vê futuro no Estado gaúcho. Bem provávelmente porque anda dificil vender o patrimônio público e saquear toda a grana para a união em troca de uma dívida que já foi paga. A ganância arrecadadora do governo Temer e seus aliados não encontra eco no Sul. Temer vai ter que procurar parcerias em outras terras para garantir o pagamento das suas dívidas, fruto de negociatas para se manter no poder. Há resistência dos gaúchos à roubalheira e o Palácio Piratini está de mãos amarradas.
Quando representantes oficiais do Piratini vem a público dar uma noticias destas é preciso ficar alerta. O que acontece é que a quadrilha de Brasília não está conseguindo dominar este território e ameaça os seus integrantes. É só isso?
Enfim, gostaríamos de aprofundar o debate e saber os verdadeiros motivos desta ameaça. Se dependermos dos jornalões, das grandes redes de rádio e TV não passaremos da porta de entrada. Falta ao jornalismo de hoje uma das características que marcou a história da reportagem nas últimas décadas. Mostrar o outro lado, a controvérsia. Quando se diz que a imprensa tem lado é simplesmente afirmar que se ouve apenas uma parte e se despreza outras opiniões. O povo tem falado muito pouco, com raros aparecimentos para se manifestar. A imprensa oficialisca, chapa branca, não perde o foco em reproduzir opiniões dos podres poderes e de seus inescrupulosos membros contaminados pela prática de crimes de toda a ordem. Não se diferencia mais partidos nem ideologias, todos estão na mesma vala. O discurso tem uma mesma linguagem e raramente se ouve alguem falar alguma coisa diferente. E tem mais, são sdempre os mesmos personagens, figurinhas carimbadas, procuraos pela mídia para dizerem o que bem entendem sem serem questionados.
Os formadores de opinião não problematizam. Dizem o que pensam e “o resto que me acompanhe porque eu acho que é assim e assim é que vai ser”.
No mais, a vida se resume em obedecer o discurso político, o parecer jurídico reproduzido pelas redações sem que a população entenda o suas ameaças. Se povo não é convidado a pensar fica mais fácil comunicar. Eu falo, tu me ouves, simples.
Mas existem segmentos independentes, preocupados com a formação intelectual, sócial e política de um povo. Estas mídias buscam as respostas que a sociedade questiona, como estas que esclarecem os motivos do plano de recuperação fiscal do estado, um plano de entregas e privatizações do patrimônio público aos bandoleiros. Ouça, analise e tire suas conclusões. É assim que se faz.
https://www.sul21.com.br/jornal/5-perguntas-para-josue-martins-o-que-e-o-regime-de-recuperacao-fiscal/

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