O galo missioneiro

 

Certa vez, perto de Palmeira das Missões, entrei num bolicho, louco de fome.

– Tem almoço rápido?
– Frango, arroz, feijão e salada de cebola.
– Pode ser.

O bolicheiro gritou sem levantar da cadeira:
– Nena, o do dia!

Me acomodei num canto para esperar a bóia. Olhei pela janela e quase não acreditei, Nena deu de mão num galo que descansava à sombra de um pé de camélias.

Em menos de dez minutos senti o cheiro da carne fritando.

Em seguida veio à mesa com suas guarnições, ainda em tempo de ver a coxa e a sobrecoxa do franguinho esperneando na panela..

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