A mídia na escola da EJA

Escrever um jornal a partir do aprendizado em sala de aula requer pauta, prática e conhecimento das plataformas digitais, coisa que para um professor migrante às novas tecnologias se apresenta como um desafio e tanto. O máximo que consegue, com muito esforço, é configurar num modelo do Word toda a produção dos alunos. No final, o simples torna-se plausivel. Sim, os registros dos alunos de EJA do CMET Paulo Freire de Porto Alegre, ganharam forma, fotos, ilustrações e a publicação. Todas as fases contempladas e, como recompensa, o reconhecimento de um trabalho onde as lembranças pessoais foram transformadas em fonte de informação.

Veja no link –  Jornal EJA da turma 307 do CMET

Os bastidores da notícia

 

A inserção do aluno no contexto da mídia para que, através dela, o estudante, de qualquer idade, forme sua capacidade de pensar o cotidiano, me parece fundamental em sala de aula. Comprovei que a leitura critica da mídia se faz necessário, trabalhando com uma turma de Educação de Jovens e Adultos do Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores – CMET Paulo Freire de Porto Alegre no segundo semestre de 2018. Lá foram aplicados conteúdos procurando levar o aluno a pensar sobre o todo que o cerca. Uma visão questionadora e libertária do pensamento próprio, que passa pela leitura e discussão dos temas da atualidade relacionado às suas memórias. A releitura da infância no contexto atual.

Numa das etapas fomos conhecer as redações de um dos mais antigos e tradicionais jornais do país, o Correio do Povo em Porto Alegre e da Rádio Guaíba.   Eles traziam na memória, o que se pode chamar de – doces recordações de criança. Tanto o rádio como o jornal fizeram parte da vida deles. Chegou o dia em que, finalmente, conheceram  os bastitodres da notícia. O relato está no linck a seguir, num texto coletivo da turma de alunos contando o que viram lá, tirando suas próprias conclusões.

Acesse aqui: Relatos visita correio do povo e rádio guaíba

 

 

A transformação de coxinhas em escondidinhos

 

Li nas redes sociais – “A trasformação dos coxinhas em escondidinhos” o que nada mais é do que um jeito metafórico de se dirigir aos que bradaram pelo capitão. Sim, os indignados sumiram.

Enrolados na bandeira da moralidade, os da turma do face debandaram em revoada migratória, não aparecem mais para difundir o ódio e espalhar veneno; andam escondidinhos da família justificando prosa pra não aparecerem nas festas de fim de ano; os do trabalho entram cabisbaixos e saem de fininho; os conhecidos trocam de calçada e eu vou seguindo o meu caminho de cabeça erguida e prestando muita atenção nesta virada que tem um motorista, que não é o mesmo do Collor, na contramão dos  planos de lisura de um anticristo que usou e abusou de um Deus que não é só dele, uma pátria que também não é só dele e da família dele.

 

Um gremista do bem

Convivi com o Frecha Negra nos meus tempos de Câmara de Porto Alegre. Solícito, simples e de boa prosa. Diabético e fumante. Alma sem maldade assim como era dentro das quatro linhas do gramado. Não jogou no meu time porque não quis, o Colorado, com certeza, teria sempre uma camiseta e um lugar reservado no campo para ele.

O Flecha ou Flexa, como queiram, porque sempre escreveram dos dois jeitos, deixou um legado para as novas gerações do futebol. O mineirinho leve, de futebol leve, de chute não muito leve, de peso leve, que Deus o leve. Vai em paz Tarciso, o futebol perde um jogador, o parlamento um vereador.