O estagiário

 

Há quatro anos retornei à vida acadêmica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, frequentando regularmente todas as aulas do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação/FACED. Decidi ensinar um pouco tudo aquilo que aprendi, passar para a nova geração e os parceiros da velha guarda experiências que o jornalismo me proporcionou. E é nesta linha que, na reta final dos estudos, ingressando no período de estágio obrigatório procurei o Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores – CMET Paulo Freire para realizar lá os meus estudos práticos finais na Educação de Jovens e Adultos/EJA.

Entrei lá, na condição de estagiário, no inicio deste semestre com a proposta de contar histórias, não as minhas, mas estimular estudantes a escrevam sua autobiografia e, acima de tudo. tornarem-se leitores críticos da realidade.

A proposta “Contar Histórias, Catar Memórias” já está avançado e, como eles viram escritores, narradores, contistas de forma que, cada um passa a ser o redator contumaz de seus feitos, obstinado a passar adiante as suas lembranças armazenadas lá no fundo da cachola.

Decidimos em aula, democráticamente, como diria Marina Silva, conhecer uma redação de jornal, uma emissora de rádio que, afinal, são as propagadoras da informaçã0, tendo em vista que as histórias viajam no tempo e são pasadas de geraçãão em geração através do compartilhamento da escrita e da oralidade.

E lá fomos visitar o Correio do Povo e a Rádio Guaíba no prédio histórico da Companhia Jornalística Caldas Júnior no centro de Porto Alegre. A Maria José e a Vera Nunes da editoria de Ensino/Educação receberam o grupo de alunos na sala VIP do Correio do Povo onde são recepcionadas as autoridades entre elas, prefeitos e governadores. Acomodaram-se em poltronas onde já sentou Leonel Brizola, João Goulart, mais recentemente o Lula e se cavar mais um pouco na memória, quem sabe lá o presidente Getúlio Vargas. Todos atentos aos relatos da Vera e da Zezé  sobre a história do Coreio do Povo e dos extintos jornais Folha da Manhã e Folha da Tarde.

No passeio pela redação, hora de voltar ao passado e lembrar de quando passei pelo Correio no final dos anos 70 inicio dos 80, guri que volta e meia saía de Passo Fundo para aprender ao lado das raposas do jornalismo brasileiro ou dividir a mesa com gente que passava os dias fazendo poesia, no caso, o Mário Quintana. De quebra ficava hospedado no Hotel Majestic onde o Quintana morava, hoje transformado na Casa de Cultura que leva o nome dele.

Reencontrar na redação jornalistas como o Eugênio Bortolon, a Luciamen Vinck, o Renato Panattieri, o Elder Ogliari, o Plínio Nunes, o Alfredo Possas e o Heron Vidal (foto abaixo), com o qual trabalhei produzindo notícias desde os Porões da Legalidade do Palácio Piratini, enfim, gente que fez e faz história na imprensa recebendo de forma carinhosa os alunos do CMET.

 Heron, Sinara e Eu na forto da Christina Popovic

Depois foi a vez de visitar a Rádio Guaíba, um passeio pelo Estúdio Cristal o primeiro estúdio de rádio panorâmico do Brasil. Todos recebidos pela simpática e sorridente jornalista Sinara Félix (foto acima), locutora de voz inconfundível da Rádio Guaíba. Quando menos esperavam estavam cara a cara com os apresentadores Geison Lisboa e Alemão Von Mitsen e deram entrevistas, cada um falando da sua trajetória, de onde veio e para onde vai. A professora Cristiane Popoviche resumiu a história do CMET durante entrevista sobre a vocação da Escola.

Enfim, uma noite para ficar na memória e entrar para a história destes estudantes. Acho que cumpri com o meu dever de ampliar o conhecimento, retirando os alunos da sala de aula, além dos muros da escola, dando a eles a oportunidade de uma visão de mundo como dizia Paulo Freire, prática abominada pelos adeptos e retrógrados defensores da chamada escola sem partido a qual eu chamo de escola sem futuro. Querem, de forma reacionária, afrontar a liberdade de expressão devolvendo o saber para dentro da caixa.

 

 

Dona Pikuxa, o pangaré e a filha Venenosa

 

Venenosa nasceu no segundo decanato de escorpião e tem nome de signo. Mãe zelosa e filha do mesmo naipe patrulham os passos da pobre criatura que tem uma amor secreto. Sob o roupeiro a mãe guarda uma espingarda de dois canos pro caso de algum apuro. Diz que é para espantar os gatos, mas não revela a espécie. Se é de quatro ou talvez de duas patas.

Venenosa certa feita estava em casa e recebeu uma ligação do Panga, um fazedor de fretes que andava na redondeza fornecendo algumas entregas e na tentativa de priorizar a atividade fim ligou pra Venenosa. Sim, o Panga também era um fornecedor de prazeres. Ao saber que ela estava sozinha em casa, resolveu dar uma escapadinha, deixou a caminhãozinho estacionado a mais ou menos duas quadras de distância para não levantar suspeita e largou no trote. Passadas cadenciadas para não chamar a atenção da vizinhança, invadiu o portão da frente que o esperava meio aberto. Assim que atravessou a fronteira da rua para a casa o controle remoto selou a segurança. Ninguém os perturbaria.

Panga sentia mais medo da mãe do que da filha, sim dona Pikuxa tinha porte de arma. Trataram de se apressar das iniciais aos finalmente. Tudo corria bem até que uma voz do outro lado da fronteira invade o território do amor.

– Filha tu taí? abre o portão que tou sem a chave…

Aquilo foi de subir a pressão numa tarde de verão, o Panga suava em bicas e Venenosa emudeceu.

Tentou fugir pelos fundos, mas a floresta densa de unhas de gato e japecanga não favorecia uma retirada estratégica, mesmo porque na correria ele deixara a metade das roupas espalhada pela casa.

Virou a casa dos cochichos.

Venenosa se arrastando de quatro para não ser vista da rua deu de mão no telefone e ligou para uma vizinha de quadra.

– Amiga, estou em apuros, me salva!

Ouvindo o tom de pavor cochichado, berrou em voz baixa:

– Tem ladrão na tua em casa?

– Quase isso, tem alguém aqui dentro sim, mas o problema é lá fora.

– Vou aí ou chamo a polícia?

– Só quero que você chame a minha mãe pra tua casa, ela tá no portão, depois eu te explico… o Panga tá aqui, entende?

A vizinha que interrompeu o banho para atender  amiga, deu uma volta no quarteirão e como se, por acaso, recolheu dona Pikuxa que se mostrava curiosa com tudo aquilo.

– O celular toca lá dentro e ela não atende, reclamou a mãe.

– Deve ter saído e deixado o telefone, disse a amiga vizinha.

Neste meio tempo, Venenosa tratou de despachar o Panga. Ah, sim, Panga é o diminutivo de Pangaré, um apelido carinhoso que recebeu das gurias por se considerar o garanhão do pedaço. Saiu de fininho pelo portão da frente sem olhar para trás, literalmente chegou a trote e saiu a galope.

Ao se aproximar da caminhãozinho de mudanças, encharcado de suor, ele ouve um chamado:

– Ei moço, pra que tanta pressa, chega a aqui, quero falar com você.

Era a mãe da Venenosa no portão da casa da vizinha, queria contratar um frete.

Mas Panga estremeceu com a tanta sutileza e desabou de susto ali mesmo, no meio da rua.

Reanimado, abriu os olhos e viu a idosa com uma espécie de arma na mão que o fez retornar ao seu estado letárgico. Ele jamais descobrirá que aquele cano que mirava em sua direção era uma sombrinha que dona Pikuxa carregava. Só recuperou a memória quando já estava longe, salvo e acomodado na ambulância do Samu.

 

 

O espelho sem face

Acordo em Passo Fundo e enquanto preparo o chimarrão ouço o locutor no rádio comemorar a lista de ministros e dos partidos que estão do lado do presidente eleito, afirmando que agora homem só casa com mulher, que trabalhador vai ter que se submeter às leis do patrão senão fica sem emprego, que neguinho tem que levar pau mesmo se não obedecer às regras do novo comandante que vem aí, elencando uma série de outros comentários que beiram a destruição da raça que ele chama, pelo o que eu pude entender, inferior.

Não demorou nem um segundo para lembrar o livro – Ensaio sobre a cegueira, em que José Saramago já alertava sobre uma epidemia branca que se espalhou incontrolavelmente numa cidade, resguardando os cegos em quarentena, reduzidos à essência humana. Recolhidos a um manicômio, quem podia enxergar se fazia de cego evitando que as pessoas se aproveitem da sua condição, além das gangues que se formam dentro desta microssociedade com o surgimento de lideres que procuram tirar vantagem sobre outros na mesma condição de cegueira.

Não vejo problema algum, enquanto tomo um mate, relacionar a obra do escritor português ao comportamento de boa parte dos brasileiros que, de um bom tempo para cá, vem elegendo os que se posicionam por meio dos discursos de intolerância, violência, preconceito e sobretudo, a total incoerência em tudo o que dizem, prometendo acabar com os malfeitores que roubam a nação. Políticos que para atrair a confiança do eleitor sopram fúrias aos quatro ventos afirmando que lugar de condenado (leiam-se, ministros do futuro governo), é na cadeia, que a constituição é soberana e por aí vai. O que se vê são brandidos condenados e o que deveria ser justiceiro integrados no mesmo grupo. Um juiz submetido às regras dos delinquentes.

Os cegos elegeram Donald Trump. O guru da direita, Olavo de Carvalho, doutrinou milhões com sua fake visão, ocupando um vazio desprezado pela esquerda, elegendo o mais improvável.

É preciso recuperar a lucidez e resgatar o afeto desta legião de peregrinos que se jogaram confiantes numa aventura sem a mínima segurança. José Saramago nos obriga a fechar os olhos e ver “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

Pronto, desligo o rádio e vou preparar o café.

 

 

O conciliador

Haddad até pode estar virando esta eleição pelo que revela a pesquisa Vox Populi, sem o apoio dos partidos tradicionais como o PSDB, MDB, PP, DEM, PTB que apoiam o Bolsonaro. São partidos que nunca sairam do poder, isso é fato. Haddad vencendo, o que não me parece tão fácil ou provável assim, não vai precisar distribuir uma vela para cada santo. Pense, não é uma virada de mesa? Livres da casta politica que domina o país há mais de 500 anos. É a oportunidade para retomar os projetos sociais que beneficiam pobres, ricos, tranalhadores, pequenos e grandes empresarios, a agricultura familiar e o agronegócio. Não é por acaso que coração da democracia bate do lado esquerdo do peito que é onde tem lugar para todos.

Janela da vergonha

É uma vergonha a Justiça opressora que proíbe manifestações e discussões dentro das universidades. Sinto-me penalizado depois de integrar a geração de jornalistas brasileiros que democratizou a comunicação na Justiça criando a Rádio e TV Justiça, o Fórum Nacional de Comunicação & Justiça e todos os seus braços de discussão da transparência do judiciário e do ministérios públicos dos estados e da união. Na hora em que as velhas raposas, de dentro dos seus gabinetes, se acovardam diante de ameaças de inimigos virtuais isolados em suas tocas com seus joguinhos de guerra e de terror, fico imaginando o que seria deste país se não tivéssemos esta gente corajosa que aos milhões sai de casa para superar o silêncio dos também acovardados meios de comunicação e quebrar o silêncio das ruas para, em alto e bom tom, dizer – Não!

O MEC do Messias

 

O pai, sr. Brasil, entra no quarto e se depara com a filha devorando um Kama Sutra. Quase ignorando a sua presença ela continua lendo e observando as posições.
 
Num impulso messiano o pai arranca o livro das mãos da menina aos gritos de – Pouca vergonha!
 
Ameaça jogá-lo pela janela quando é interrompido, calmamente, pela filha que diz:
 
– Estou estudando, pai.
 
– O quêêêê… Estudando esta imoralidade, esta safadeza? Não sei por que não te quebro ao meio sua…
 
– Olha com o que vai dizer…
 
– Sua desajustada
 
– Ah, melhor
 
– E ainda tá me tirando?
 
– Posso explicar?
 
– Nada vai me convencer
 
– Pai, leituras, filmes e revistas eróticas fazem parte novo currículo escolar, educação sexual, sexualidade, sacou?
 
– Sacou porra nenhuma, ficou louca, bebeu, fumou? Parece alucinada.
 
– Tou te falando que é o currículo.
 
– Não queira me enrolar, inventa outra história, te peguei no flagra com esta… esta…
 
– É melhor deixar pra lá e acreditar em mim, sério, é a nova realidade da escola.
 
– Mas nem que a vaca tussa, vou já trocar você de colégio e tá proibida de pisar lá a partir de agora.
 
– Mas pai…
 
– Mais um ai e vou te encher de porrada!
 
Pensou melhor e resolveu anunciar a sentença da filha ali mesmo:
 
– Vou colocar você na escola do Júnior, séria e educadora, não quero filha puta, vagabunda, depravada…
 
Visívelmente transtornado, aos berros, sai do quarto com um Kama Sutra debaixo do braço e quase o coração sai pela goela ao ver, em cima da escrivaninha, uma edição da G Magazine. Dá de mão na revista e sai do quarto chamando Joana, a empregada.
 
– Fica de olho na Kathyanne, não deixa que ela saia do quarto e nem pensar em sair pra rua.
 
Tenta insistentemente ligar para a mulher que está no salão de beleza fazendo cabelo, pé e mão para o encontro de casais da TFP à noite. Leva algum tempo para atender, deixando Brasil impaciente até que enfim:
 
– Joyce, vem já pra casa, peguei a Kathy mergulhada em livros e revistas de pornografia, uma pouca vergonha o que tá acontecendo nesta casa.
 
Minutos depois Joyce rompe a porta de casa, ainda com um bob’s no cabelo. Júnior também chega da aula, quase ao mesmo tempo. O pai pede pra Joana chamar a filha no quarto e inicia uma inquisição na sala de jantar.
 
– Depois de muitos palavrões, batidas na mesa, chute nas cadeiras e ameaças de fechar a escola para sempre e denunciar tudo para presidente da nação, é interrompido pelo filho.
 
– Mas pai, lá na minha escola também é assim.
 
– Como assim, essa putaria toda?
 
– Sim pai acabei de ver um filme do ministro, sadomasoquismo puro, homem com homem, direto, o ministro inclusive, no papel principal, vestido de noiva.
 
– Do que você tá falando pirralho desgraçado, que ministro é este?
 
– O Frota pai.
 
– Que Frota? Caralho!
 
– O Alexandre Frota, ministro da Cultura, tou virando fã dele, ele traça tudo o cara é de fudê.
 
– CHEGA!!!
 
– Mas pai agora é praxe estudar a vida dele, a professora disse que são ordens de Brasília.
 
O pai acusa o golpe, sente que perdeu o controle da casa, o sangue sobe de um jeito incontrolado, o pai tem um chilique, vira os olhos, amolece o corpo e desaba no carpete.
 
Enquanto a empregada chama a ambulância, Joyce sacode o marido aos gritos de:
 
– Acorda Brasil… acorda!!!
Crônica: Flávio Damiani
Arte: Daniel Cruz

 

Metáforas

O grilo falante esqueceu de avisar o pequeno gafanhoto que o que se combina em casa não se fala na Rua. Quando lembrou já era tarde, o estrago já estava a caminho. Mexeu com as aranhas justiceiras deixando-as em alerta. Suas teias foram reforçadas formando uma rede de desconfiança. Elas são quietas, unidas e corporativas.

O grilo, por sua vez já havia reclamado das cigarras por não gostar da sua forma de comunicação com os outros insetos. Prometeu cortar regalias e foi ao bispo para negociar o desmatamento químico do átrio em todas as igrejas onde vivem as cigarras transformando-as num envenenado jantar do formigueiro.

Mas as formigas não se contentam mais com cigarras, afinal, elas são trabalhadoras e compram comida, armazenam em suas amplas dispensas e preparam os melhores pratos feitos com os eletrodomésticos que conseguiram comprar graças aos programas sociais do molusco.

As formigas, no entanto, nunca tiveram uma boa relação com o grilo, elas são trabalhadoras e ele fala demais. Um por se posicionar favor da retirada das conquistas da categoria trabalhadora da qual as formigas são as legitimas representantes, outra pelo seu cego desejo de esmagá-las pisando seus carreiros.

As formigas também estão quietas, elas não são corporativas, mas são cooperativas e educadas por terem acesso às escolas. Também não tem força nas pesquisas porque a pesquisa raramente vai a periferia.

Difícil entender você

Uma vez quando eu era guri pequeno na minha cidade houve um assassinato. Pessoas que se davam bem brigaram num baile, facões cortaram o ar e o couro, numa peleia das boas. Um corpo caiu e o outro foi embora, mesmo ensanguentado.

A notícia correu no povoado; eram amigos de infância, o que é que deu errado?

Aí, minha mãe, que costumava anotar os nomes dos amigos a lápis pra ser mais fácil apagar, não confiava nem um pouco de que amigos do peito não brigam e que por muito menos se matam. Em meio a uma conversa com a tia Marieta no portão da casa, ouvi ela dizer, despretenciosamente:

– É difícil entender as pessoas.

Aquilo me acompanhou anos e eu achava que ela tinha exagerado nas palavras, falou pouco, faltou alguma coisa pra frase dela ter ficado completa.

Busquei entender a resposta da minha mãe a vida toda. Presenciei amigos brigarem e se jurarem de morte e no dia seguinte encontrá-los abraçados ao redor de uma mesa de bar.

Aquele caso lá na minha infância deve ter sido algo isolado, imaginei; aquilo que não se pode explicar, mesmo porque não foi investigado.

Hoje, no entanto, ao ver que as amizades se desfazem numa tecla, num comando, pessoas morrendo por dentro, tomadas pelo ódio e sem amor ao próximo agridem um teclado com violência para denunciar sua insatisfação, ou até mesmo num desabraço após a discussão de bar, eu vejo que a minha mãe estava coberta de razão. – É difícil entender as pessoas.

Tem tolo pra tudo

Um fato precisa ser levado em consideração na política; a direita brasileira sempre esteve no poder, mesmo no governo dos trabalhadores. No regime militar, lá estava a ARENA dando suporte à ditadura.

Agora MDB, PSDB e PP (antiga ARENA), se unem a Bolsonaro para manter seus privilégios, são apoios que envolvem cargos, ministérios, livre trânsito (sem prisões) e o achatamento das conquistas previdenciarias, já que as trabalhistas o proprio Bolsonaro ajudou a enterrar. São os mesmos que derrubaram o governo dos trabalhadores quando este deu carta branca à Policia Federal para investigar e por na cadeia os verdadeiros ladrões da nação. Pois tomaram o poder, prenderam quem eles queriam prender, Lula, imbatível nas urnas e o Cunha, protótipo do idiota sonhado pela direita,  descartado depois de fazer o jogo sujo.

É a elite se armando para o próximo golpe que é o de apoiar um capitão e um general, rebaixado. A elite, é bom que se lembre, representa uma minoria, mas com poder de convencimento extraordinário baseado na mentira e na omissão da mídia. Abra o olho, tem tolo pra tudo, não seja um deles.