A Casa de Drummond

Casa arrumada é assim:

(Carlos Drummond de Andrade)

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.

Entrevistando a Rádio ONU

A inédita participação ao vivo da Mônica Villela Grayley – Chefe da rádio das Nações Unidas – ONU em Nova Iorque, Daniela Gross repórter para os países de língua portuguesa além do moçambicano Eleutério Guevane, repórter para os países do continente africano, mostrou a inevitável aproximação dos mundos.

Eleutério, Daniela e Monica no estúdio da Rádio ONU em Nova Iorque

Via Skype, falaram direto da sede da Organização das Nações Unidas – ONU, localizada em Nova Iorque nos Estados Unidos num bate papo durante o painel que apresentei no Congresso Brasileiro de Comunicação – Conbrascom 2011.

A entrevista, interligando o Rio de Janeiro e a cidade americana foi exibida nos telões para os jornalistas e membros do Judiciário e Ministério Público brasileiro que participaram de 20 a 22 de junho, do Conbrascom 2011, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação & Justiça na sede do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Falei do Rio de Janeiro com Nova Iorque pela Skype

Foram sete minutos de pura informação sobre a utilização das redes sociais pelos continentes. Mônica costurando a abrangência da rádio e o trabalho que desenvolve por todos os continentes com ênfase às parcerias com emissoras brasileiras.

A Daniela que já morou nos três continentes e que apesar de repórter em Nova Iorque, deixou aos cuidados do cineasta Dave, com quem vive e toca uma produtora na Irlanda, para onde pretende voltar depois de um período na ONU, Dany como é chamada fez um apanhado sobre a utilização das redes sociais (Twitter, Facebook e Blogs) por onde passou, sem falar Eleutério, legitimo representante dos povo africanos (de corpo e alma) que se esforçou para aproximar, na fala, o português brasileiro ao português moçambicano e dizer que a África ainda precisa evoluir em muitas frentes para chegar a plenitude na era digital.

Auditório do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Exemplo que serve para o Brasil que ainda tem uma banda larga (estreita) que provocou vários cortes na transmissão.
A observação de que a banda larga precisa ser ampliada foi feita pelo professor Sérgio Amadeu  que me sucedeu no painel. Ele é sociólogo e Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, professor da pós -graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e maluco pelos gigas&bytes, só isso.

OBSERVATÓRIO

Do prédio do MPE no centro do Rio, é possível visualizar a história da nobreza e da monarquia representada por seus prédios de instigantes traços arquitetônicos que te remetem de volta aos bancos escolares folhando livros, estudando a influência européia em nossa cultura com forte interferência lusitana, uma oportunidade impar de observar a ponte Rio-Niterói, tomando um café no saguão do auditório.

O Morro da Urca,e a praia de Botafogo ficam aí, bem perto. Sem falar na proximidade com a Lapa e das delícias da Confeitaria Colombo. Da janela do hotel era possível visualizar toda a movimentação no aeroporto Santos Dumont .

O Rio de Janeiro continua lindo, pena que tem aqueles que insistem em torná-lo violento… é inevitável deixar de lembrar este lado negativo ao passar pela Candelária.

Oly dá samba

O colega Oli que por pouco não vira nome de samba do Chico (samba de Orly) é um craque nestes assuntos informáticos, cibernéticos e blogemáticos. Pois ele é o irresponsavel que resolveu criar este blogue, que fala dos irrespeitáveis anarquistas que habitam as cidades. Espero que termine logo antes que se arrependa. “Vai meu irmão”… obrigado.

Um Blog de Muitas Histórias

Reúne crônicas do cotidiano de uma cidade, onde a falta de respeito, paciência, irritação e a descompostura são ingrdientes para temperar o riso. Frases hilárias colhidas nas paradas de ônibus, corredores do Mercado Público, da mesa ao lado no boteco ou das colunas sociais de quem pensa que é sem nunca ter sido. Enfim, a ironia de um povo que se diverte com a desgraça alheia. Boa leitura e obrigado pela visita.